A mortalidade infantil atingiu em 2017 o valor mais baixo desde que há registos, tendo diminuído 0,7% face a 2016, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As estatísticas demográficas indicam que morreram 229 crianças em 2017, menos 53 em relação ao ano anterior, e, segundo o INE, é “o valor mais baixo observado em Portugal desde que há registos”.

A taxa de mortalidade infantil diminuiu para 2,7 óbitos por mil nados-vivos.

Globalmente, o número de óbitos em Portugal em todas as faixas etárias diminuiu 0,7% em relação a 2016, tendo-se registado 109.758 mortes de pessoas residentes (55.088 homens e 54.670 mulheres).

Da totalidade dos óbitos de pessoas residentes em Portugal, 40,7% (39,7% em 2016) ocorreram em idades iguais ou superiores a 85 anos.

Nas mulheres, acrescenta o INE, mais de metade (51,5%) dos óbitos registaram-se aos 85 ou mais anos (50,5% em 2016), enquanto a maioria dos óbitos do sexo masculino ainda se regista em idades inferiores aos 85 anos (70% em 2016).

A estatística indica um aumento da esperança de vida nos homens, mas as mulheres mantêm maior longevidade.

Segundo a análise do INE, mantendo-se as taxas de mortalidade por idades observadas a esperança de vida à nascença - que corresponde ao número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver -, foi estimada, no triénio 2015-2017 em 80,78 anos.

Embora os ganhos recentes em anos de vida esperados sejam superiores para a população masculina (1,07 anos para os homens e 0,82 para as mulheres, entre os períodos 2010-2012 e 2015-2017), o INE considera que a esperança de vida à nascença continua a ser superior para as mulheres.

No período 2015-2017, as mulheres podiam esperar viver 83,41 anos e os homens 77,74 anos.