A intervenção de equipas do INEM no Líbano, após explosões em Beirute que causaram mais de 100 mortos e milhares de feridos, será definida pelo mecanismo europeu de proteção civil e deverá ser conhecida nas próximas 24 horas.

“A janela temporal para ajudar, sobretudo na localização de desaparecidos com vida nesta vastíssima destruição que o incidente provocou terá de ser acionada rapidamente”, afirmou a secretária de Estado da Saúde Jamila Madeira, na conferência de imprensa sobre o ponto de situação da pandemia de covid-19.

Segundo Jamila Madeira, o mecanismo europeu de proteção civil deverá informar Portugal “no máximo nas próximas 24 horas quem e quantos serão os operacionais da saúde e das outras áreas de intervenção que irão para o Líbano”.

Após uma solicitação do Estado libanês, o mecanismo europeu de proteção civil foi acionado, aguardando-se agora que, nas próximas horas, seja definido o número de operacionais, e de que áreas, necessários para ajudar em Beirute.

O Governo português expressou hoje solidariedade com o Líbano e o seu povo, na sequência das explosões em Beirute que causaram mais de 100 mortos e milhares de feridos e vai participar no plano de apoio da União Europeia.

“O gabinete de crise da União Europeia está a assumir, naturalmente, a coordenação do apoio humanitário europeu e Portugal fará parte desse apoio”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Lusa.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando mais de uma centena de mortos e mais de 4.000 feridos, segundo o último balanço feito pela Cruz Vermelha.

Cerca de 300 mil pessoas terão ficado sem casa, segundo referiu o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa, tendo o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelado que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto.

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