A acusação do processo Lex deve sair ainda durante esta semana, e tudo indica que um dos visados do Ministério Público será o presidente do Benfica. Segundo o despacho a que a TVI teve acesso exclusivo, Luís Filipe Vieira pode enfrentar uma acusação por suspeitas de ter movido influências junto do juiz Rui Rangel, que é a figura central do processo.

Em debate na TVI24, o jornalista Henrique Machado, o deputado Duarte Pacheco e o advogado António Raposo Subtil analisaram a questão, debatendo qual a influência que a decisão do tribunal pode vir a ter no futuro pessoal e profissional do atual dirigente máximo dos encarnados.

Para o parlamentar do PSD, que apoia Luís Filipe Vieira a uma nova candidatura à presidência do Benfica, existem duas situações distintas, até porque o dirigente dos encarnados é arguido a título pessoal, num processo cujos supostos crimes não foram cometidos a favor do interesse do clube da Luz.

Ainda assim, Duarte Pacheco afirma que, caso seja condenado, Luís Filipe Vieira deve tirar as suas próprias conclusões, o que pode resultar numa demissão da presidência.

Para o jornalista Henrique Machado, o que está em causa é a forma como Luís Filipe Vieira tentou, alegadamente, influenciar processos, com a acusação a acreditar que o presidente do Benfica intercedeu junto de Rui Rangel para acelerar processos que lhe interessavam.

Henrique Machado refere que esse é um ponto que, a ser confirmado, extravasa a lei.

O advogado António Raposo Subtil não se quis referir ao caso em concreto, mas considera negativo que alguns agentes do futebol pensem estar a um nível mais alto na sociedade, chegando a equipararem-se com juízes.

Redação