Num retrato da cultura judiciária, Boaventura de Sousa Santos sublinhou que esta é "conservadora, não está disponível para inovações" e privilegia o "direito no papel" e "a burocracia".


"O direito não é um conjunto de papéis. É um fenómeno social", sendo que, em parte, a culpa desta mesma cultura está nas faculdades, que se mostram "pouco abertas à sociedade e pouco sensíveis aos direitos dos cidadãos", disse o sociólogo, que falava à agência Lusa a propósito do lançamento do livro "Para uma revolução democrática da justiça", que decorre hoje, pelas 19:00, na Livraria Almedina, no Estádio Cidade de Coimbra.


















O sociólogo concluiu que em Portugal se vive numa "democracia de baixa intensidade", em que a sociedade é "politicamente democrática, mas socialmente fascista", estando tal aspeto também presente na justiça.