Portugal regista esta sexta-feira mais sete mortes e 3.194 novos casos de covid-19, segundo o boletim divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico da DGS, a maioria das infeção foi registada na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.482, o que representa cerca de 46% do total do país, que ultrapassou os 900 mil casos acumulados.

Os mesmos dados indicam ainda que se registaram sete óbitos, menos dois do que os verificados na quinta-feira, estando agora mais 18 pessoas internadas em enfermaria, num total de 617, e mais cinco doentes em unidades de cuidados intensivos, que acolhem 141 pessoas.

Portugal continental regista uma taxa de incidência de infeções por 100 mil habitantes de 280,5, superior à registada na quarta-feira, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus baixou ligeiramente, indica a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico da autoridade de saúde, o território continental apresenta agora uma taxa de incidência de novos casos por 100 mil habitantes de 280,5, quando nos dados de quarta-feira da DGS, este indicador estava nos 254,8.

Relativamente ao Rt – que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada – os dados da DGS indicam uma ligeira redução, passando dos 1,20 para os atuais 1,19.

A nível nacional, a taxa de incidência é de 272,0, também superior à registada quarta-feira (247,3), e o Rt é de 1,18, inferior aos 1,20 verificados a meio da semana.

Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias – indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia – são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à terça-feira e à sexta-feira.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

António Guimarães