Um incêndio numa loja de pronto a vestir de grandes dimensões, em Leça do Balio, obrigou à evacuação de dois prédios, esta segunda-feira à noite. A dificuldade no combate às chamas fez com que o fogo só fosse dado como dominado depois das 10:00 desta terça-feira.

Segundo o Centro Distrital de Operações e Socorro do Porto (CDOS), o alerta de incêndio foi dado às 20:35. Às 10:24 de terça-feira continuavam no local mais de 80 bombeiros. 

As chamas deflagram numa loja de um prédio, localizada no rés do chão e com cerca de 4.000 metros quadrados, como precisou o comandante dos bombeiros de Leça do Balio, à TVI24

O interior da loja está cheio de material altamente inflamável, o que atrasou a entrada dos bombeiros e só viria a acontecer durante a madrugada.

O incêndio, que não causou vítimas, ainda não está dominado. Os bombeiros conseguiram entretanto entrar na cave do edifício com alguma dificuldade devido à carga térmica e ao fumo”, disse, acrescentando que "o incêndio está confinado à loja/armazém situado na cave do edifício de dois andares”.

Cerca das 10:00, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Leça do Balio, fez um ponto de situação e afirmou que o incêndio “está a ceder aos meios”, mas ainda não estava dominado.

Já conseguimos entrar na garagem, mas ainda não está dominado, porque há uma parte da cave que ainda tem fogo”, referiu o comandante Carlos Abalada.

Questionado sobre se o calor poderá afetar a laje que sustenta o edifício, o responsável disse que “essa é uma análise que terá de ser realizada, mais tarde, pelos técnicos competentes”.

O incêndio obrigou à evacuação do edifício, e à retirada de cerca de 130 pessoas, tendo os moradores que não se quiseram afastar pernoitado numa tenda montada pelos serviços municipais da Proteção Civil de Matosinhos e os restantes passaram a noite no quartel dos bombeiros.

Com a ajuda da proteção civil, foi necessário retirar as pessoas das casas porque era muito fumo e muito intenso e rapidamente começaram a ficar temperaturas elevadíssimas dentro do edifício”, sublinhou Carlos Abalada, em declarações aos jornalistas.