(ACTUALIZADA ÀS 00:20 de 9 de Outubro)

Uma explosão ocorrida ao final da tarde desta quinta-feira na zona industrial da Varziela, em Vila do Conde, provocou um morto e sete feridos, um deles em estado crítico. Os restantes apresentam queimaduras ligeiras.

A vítima mortal é Albino Gomes, de 47 anos, residente em Gião, Vila do Conde, e que na altura do acidente conduzia o camião-cisterna que explodiu, pertencente à empresa Safetykleen, Solventes e Gestão de Resíduos, SA, adiantou ao tvi24.pt o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida. O trabalhador deixa mulher e filhos.

Veja o vídeo amador com as primeiras imagens

Mário de Almeida acrescenta que «o acidente ocorreu pelas 18:40, quando o camião estava a chegar e a estacionar, tendo ocorrido a explosão por motivos ainda não esclarecidos». Esta foi a informação que o autarca recolheu junto dos responsáveis da empresa.

De acordo com a mesma fonte, alguns dos feridos não são funcionários da empresa, e estavam apenas a passar na rua, uma artéria com várias fábricas e armazéns, sobretudo de produtos chineses.

O incêndio propagou-se, de imediato para o interior dos três armazéns da empresa. Dezassete carros, 15 ligeiros e dois pesados, que se encontravam estacionados na rua arderam por completo.

As explosões contínuas foram ouvidas a mais de dois quilómetros e só ao fim de duas horas, cerca das 20:40, as chamas ficaram dominadas.

«Cenário dantesco» podia ter sido «muito pior»

Mário de Almeida admite que o «cenário dantesco» a que assistiu podia ter sido «muito pior», caso as chamas se tivessem propagado aos sete silos com 30 mil litros de combustível.

A maior parte dos funcionários da empresa, que emprega cerca de 30 pessoas, já tinha saído na altura do acidente.

«Vi pessoas a arder»

Daniel Ramos, um fornecedor da empresa acidentada, estava no interior da Safetykleen quando se deu a explosão: «Estava no armazém ouvi um estrondo enorme e fujo logo para o exterior. Vi pessoas a arder», relata ao tvi24.pt.

Chegado ao exterior viu também vários carros a arder. «O meu tinha os vidros todos estilhaçados e os pneus começavam a arder». «Peguei no carro e fugi dali».

A área não vai ser limpa até sexta-feira de manhã, altura em que a Polícia Judiciária irá tomar conta das investigações.

Os feridos foram transportados para os hospitais de São João, Pedro Hispano e Póvoa.

De acordo com o director-geral da empresa, Pedro Pinheiro, a firma possui alvará para o transporte de resíduos industriais perigosos, acrescentando que nunca teve problemas em 12 anos de laboração.



No local estiveram 123 elementos de 10 corporações de bombeiros da região, com 39 veículos, e várias ambulâncias, assim como duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER).

Sara Marques / e Claudia Rosenchusch