O Tribunal Judicial de Braga confirmou hoje a pena de seis anos de prisão para o principal arguido no caso da tentativa de roubo do cofre-forte do Pingo Doce de S. Vicente, naquela cidade, ocorrida em agosto de 2016.

Aquela pena já tinha sido aplicada em abril, mas entretanto a defesa dos arguidos recorreu para a Relação, que mandou repetir parcialmente o julgamento.

No mesmo processo, uma mulher, na altura funcionária do Pingo Doce, foi condenada a 16 meses de prisão, com pena suspensa, por alegada cumplicidade no crime, ao deixar propositadamente aberta a porta de acesso ao cofre.

Um terceiro arguido, ex-companheiro daquela funcionária do Pingo Doce, acabou por ser absolvido.

No roubo, terão participado mais três indivíduos, que não foram identificados.

O caso remonta à noite de 30 de agosto, quando um grupo armado e encapuzado, oriundo de Loures, irrompeu pelo escritório do Pingo Doce, agredindo duas funcionárias e exigindo-lhes o código do cofre.

Um segurança foi também agredido mas começou a gritar e, com a confusão gerada, os assaltantes acabaram por abandonar o local, sem nada levarem.

Na véspera, os assaltantes tinham roubado, por 'carjacking', um carro em Sintra, que usaram para a deslocação a Braga e para o roubo.

Até ao trânsito em julgado da decisão hoje proferida, o principal arguido vai continuar em prisão preventiva.

Este arguido já tinha sido condenado a dez anos de prisão por outros roubos violentos e, na altura da tentativa de assalto ao Pingo Doce de Braga, tinha saído há pouco tempo da cadeia.

/ LCM com Lusa