O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, disse que o Governo agiu «bastante cedo» em relação à seca que se verifica no país, em comparação com a atuação do Executivo do PS em 2005.

«Estamos ainda [a atuar] bastante cedo. Muitas das medidas que se tomaram» na seca de 2005 foram no «fim de abril ou mesmo mais tarde», comparou.

Por isso, para o governante, a atuação do Executivo de maioria PSD/CDS-PP não tem sido lenta, ao contrário de críticas já feitas, no mês passado, por agricultores e ambientalistas. A Resposta serve também para o deputado Miguel Freitas que, na quinta feira, apelou aoo Governo para que declare formalmente o estado de seca em Portugal.

«O PS falou em decretar o estado de calamidade e, nisso, pode ter alguma experiência» porque, na seca de 2005, em que também «havia seca hídrica» e, nesta altura do ano, «50 por cento» do país já estava «em seca extrema», enquanto agora atinge os «30 por cento do território, não o decretou».

Portanto, o PS «pode explicar porque não o fez nessa altura», disse, afiançando que essa medida não se coloca agora, porque tem de envolver «mais do que um impacto num setor económico», abrangendo também o abastecimento de água à população, e, «como disse, seca hídrica não temos».

O Governo PSD «pôs logo um grupo de trabalho muito cedo a monitorizar a situação da seca e eu próprio tive reuniões em Bruxelas logo a 10 de fevereiro», para informar sobre a situação de Portugal.

José Diogo Albuquerque falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola alentejana, o Monte do Tojal (Évora), onde reuniu com produtores pecuários e agricultores da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC).

Na herdade, o secretário de Estado observou uma seara de aveia, cujas plantas deviam estar com «três palmos de altura», mas apenas cresceram «dois dedos».
Redação / CF