O tribunal de São João Novo, no Porto, condenou a quatro anos de prisão um homem que lucrou cerca de 17 mil euros com burlas através das redes sociais, anunciou, esta terça-feira, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

O homem foi condenado por um crime de burla qualificada e dois de falsificação de documento, praticados entre junho de 2015 e junho de 2017.

Segundo a acusação dada como provada, citada na página eletrónica da Procuradoria do Porto, o arguido anunciou a venda, através das redes sociais, de diversos artigos, “com fotografias representativas, de modo a convencer terceiros da veracidade dos anúncios, levando-os a entregar-lhe dinheiro para pagamento, sem nunca possuir tais objetos e sem ter intenção de vender ou entregar qualquer deles”.

Entre os artigos publicitados e cobrados, mas nunca entregues, contavam-se relógios, telemóveis, equipamentos informáticos, máquinas fotográficas e outros similares.

O tribunal declarou perdido a favor do Estado o montante global que o arguido obteve com a burla, “sem prejuízo do pagamento das indemnizações arbitradas aos ofendidos”.

O acórdão foi proferido na quinta-feira e o arguido aguarda o trânsito em julgado da condenação sujeito à medida de coação de prisão preventiva em que se encontra.