No dia da tomada de posse do parque de campismo da praia de Faro pela Câmara Municipal, várias pessoas foram forçadas a retirar os seus pertences de um espaço que vai ser requalificado para entrar em funcionamento em 2020.

As rulotes abandonadas estão a ser desmontadas e o lixo recolhido pelas carrinhas da empresa municipal Fagar, num processo que se vai estender durante vários dias até o espaço estar completamente limpo.

Depois de ter encerrado ao público, em 2003, o parque de campismo continuou a ser utilizado por quem já lá estava, tendo passado, em 2010, para a gestão da associação de utentes, através de um contrato de comodato com a autarquia.

O município denunciou esse contrato em setembro de 2018, dando o prazo de um ano para o espaço ser desocupado, mas a associação apresentou, no passado mês de setembro, uma providência cautelar para tentar travar a saída, que foi considerada improcedente pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

A tomada de posse pela autarquia foi acompanhada pelo presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, que destacou a forma pacífica como os utentes estavam a abandonar o parque de campismo.

O autarca revelou que as três pessoas que tinham residência principal no parque de campismo já estão a ser acompanhadas pelos serviços de Ação Social da autarquia, garantindo que serão "realojadas condignamente".

Depois de efetuadas as obras, orçadas em 445 mil euros, com um prazo previsto de seis meses, o parque de campismo da praia de Faro contará com 200 lotes para tendas e 30 a 40 lotes para autocaravanas.

O espaço ficará sob gestão municipal e terá um regulamento próprio, que o executivo prevê levar no dia 02 de dezembro à reunião de câmara.