As imagens de videovigilância da Amadora pedidas por Cláudia Simões, a mulher que alega ter sido agredida por um polícia, desapareceram, apurou a TVI junto de fonte próxima da arguida.

O requerimento para acesso às imagens foi apresentado pelos advogados no dia 21 de janeiro. A 18 de fevereiro a TVI24 noticiou que a defesa ainda não tinha recebido nenhuma resposta e que tinha apresentado na véspera um novo requerimento com carácter de urgência. 

Cláudia Simões soube agora, por meio de um despacho, que não vai ter acesso às imagens das câmaras de videovigilância do município da Amadora, distrito de Lisboa, que tinham sido pedidas. 

A legislação (Lei n.º 9/2012, artigo 9.º) prevê que as imagens de videovigilância da Amadora sejam apagadas ao fim de 30 dias e, regra geral, é isto mesmo que acontece. 

As gravações obtidas de acordo com a presente lei são conservadas, em registo codificado, pelo prazo máximo de 30 dias contados desde a respetiva captação, sem prejuízo do disposto no artigo anterior", lê-se neste artigo.

No dia 19 de fevereiro fez precisamente um mês desde que Cláudia Simões foi detida na Amadora, numa paragem de autocarro. A partir desse dia as imagens podiam ser apagadas.

Cláudia Simões foi detida numa paragem de autocarro na Amadora a 19 de janeiro, depois de um desentendimento com o motorista de um autocarro. A mulher foi acusada de agredir o agente, mas diz-se vítima de agressões da polícia quando se encontrava algemada. A arguida contou que temeu pela vida, garantindo que vai lutar com todas as suas forças contra a violência e o racismo.

É esperado que a equipa de advogados apresente um requerimento que determine uma diligência junto dos serviços informáticos da Polícia Judiciária, para ver se é possível extrair alguma informação. 

A embaixada de Angola também poderá interceder junto do Governo português.

Recorde-se que o Ministério da Administração Interna abriu um inquérito à atuação da polícia durante a detenção.

/ SS