O advogado João Araújo, um dos defensores do ex-primeiro-ministro José Sócrates no processo Operação Marquês, morreu na última noite, em Lisboa, vítima de cancro, confirmou à agência Lusa fonte ligada à família.

Contactada pela agência Lusa, a funerária Servilusa adiantou que o velório de João Araújo realiza-se esta quarta-feira, a partir das 17:30, na Basílica da Estrela, em Lisboa.

Na quinta-feira, indicou a Servilusa, haverá uma missa pelas 12:30, estando a cremação prevista para as 14:00 no Cemitério do Alto Sâo João, Lisboa.

João Araújo, que formava com Pedro Delille a equipa de defensores do ex-primeiro-ministro já se encontrava doente há algum tempo, tendo estado ausente das últimas sessões do debate instrutório da Operação Marques.

Na semana passada, Pedro Delille, quando fez as suas alegações no debate instrutório do processo, evocou o seu colega, destacando o seu árduo trabalho e a coragem de, desde o primeiro minuto em novembro de 2014, ter assumido a defesa de Sócrates num caso tão complexo e mediático como a Operação Marquês.

Ex-primeiro-ministro José Sócrates "profundamente entristecido" com morte de João Aráujo

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou hoje a morte do "amigo" e "advogado corajoso" João Araújo, dizendo que a morte deste seu "companheiro leal" o deixa "profundamente entristecido".

"João Araújo foi nos últimos anos um amigo e um companheiro leal que não esquecerei. Ela era um advogado corajoso e com uma profunda dedicação ao Estado de Direito Democrático", declarou José Sócrates à agência Lusa, acrescentando: "A sua morte deixa-me profundamente entristecido".

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