Os 190 animais recolhidos com vida em dois canis atingidos por um incêndio na freguesia de Agrela, em Santo Tirso, distrito do Porto, foram acolhidos em canis municipais, associações e por particulares, informou a câmara municipal.

Em comunicado, o município presidido pelo socialista Alberto Costa informou que, no domingo, implementou um plano para o realojamento dos 190 animais vivos que se encontravam nos dois abrigos: “Cantinho das Quatro Patas” e o “Abrigo de Paredes”.

Segundo a autarquia, 113 animais foram realojados em canis municipais e associações e os restantes 77 foram acolhidos por particulares.

"A Câmara Municipal de Santo Tirso irá disponibilizar a todas as associações e aos particulares que acolheram os animais daqueles abrigos a vacinação e esterilização dos animais", lê-se no comunicado.

O município adianta ainda que durante esta segunda-feira "será feita uma vigilância em toda a área envolvente dos dois abrigos de animais, no sentido de encontrar outros animais que não tenham sido realojados".

"Relativamente aos animais que morreram em virtude do incêndio que deflagrou no sábado, a Câmara Municipal de Santo Tirso também já recolheu os corpos que foram transferidos para o PET Nordeste", acrescenta.

Petição ultrapassa 100 mil assinaturas

Mais de 100 mil pessoas assinaram, em menos de 24 horas, uma petição a pedir justiça pela falta de auxílio a animais que estavam em abrigos em Santo Tirso e que morreram domingo devido a um incêndio florestal.

Devido ao incêndio morreram carbonizados cerca de meia centena de animais, especialmente cães, com populares a acusarem a GNR de ter impedido a entrada no local e a GNR a dizer que foram salvos os animais que foi possível e que impediu a entrada de pessoas por uma questão de segurança.

O tema suscitou muita polémica no domingo e envolveu declarações da autarquia, de partidos políticos e de organizações de defesa dos animais.

Lançada no domingo, a petição pede justiça em relação aos maus tratos aos animais que estavam naquele canil, atingido pelas chamas.

Afirma-se que agentes da GNR e a proprietária do terreno impediram que os animais fossem salvos enquanto ainda era possível.

“Esta situação não pode ficar impune”, diz-se no texto da petição, acrescentando-se a seguir que os animais têm direitos e houve uma “negação de auxílio à vida”, sem que a GNR ou a proprietária do terreno tivessem feito algo para salvar os animais e sem que deixassem que fossem socorridos.

A GNR e a proprietária ficaram “indiferentes ao sofrimento” dos animais e devem ser julgados e punidos “pelos crimes de maus tratos aos animais de companhia, negligência e falta de auxílio”, diz o texto.

No domingo, pelas 18:00, já tinham assinado a petição cerca de 45 mil pessoas, e esta manhã, cerca da 07:45, o número de assinantes ultrapassava os 108.000.

/ AM