Um homem, de 55 anos, morreu esta quarta-feira na sequência de um ataque extremamente violento do seu próprio cão, na Marinha da Mendiga, em Porto de Mós.

A Polícia Judiciária (PJ) de Leiria foi chamada ao local, mas todos os indícios seguem no sentido de atribuir a causa da morte aos profundos ferimentos causados pelas mordidas do animal.

Os bombeiros avançaram à TVI24 que a vítima mortal apresentava ferimentos profundos, quer nos membros superiores, como nos membros inferiores.

O cão, um rafeiro alentejano, foi entretanto levado para o canil Municipal.

Outros casos

Em fevereiro deste ano, Cidália Martins, de 56 anos, atleta federada de trail, foi atacada por dois cães de grande porte enquanto treinava, em Alenquer.

Foi socorrida primeiro por um casal, que ouviu os gritos e procurou perceber o que estava a acontecer. A mulher foi submetida a cirurgias de reconstrução, o caso chegou ao Ministério Público e, entretanto, foi aberto um processo interno na GNR, porque os animais da raça Cane Corso pertenciam a um militar das equipas cinotécnicas

Também neste caso, os dois cães foram encaminhados para o Canil Municipal.

Um outro caso, mas em Évora, teve as mesmas consequências: uma jovem de 14 anos foi violentamente atacada por dois cães, quando andava de bicicleta com uma amiga, numa ecopista.

À TVI24, revelou que mantém marcas para sempre, quer na memória, quer no corpo. "Tenho mordidas até aos ombros", avançou. 

O proprietário de um dos cães acabou por ser identificado, o outro animal não tinha chip. Da última vez que a TVI conseguiu obter uma resposta por parte do canil, os cães estavam calmos e sem sinais de agressividade.

Nestes casos, a lei é clara: não obriga ao abate, só se for detetada raiva. Desta forma, os cães devem ser submetidos

Deve sim ser feito um período de sequestro de 15 dias, no canil municipal, para avaliar o animal.

Redação / BMA