“O que está em causa é toda uma instituição que é património de SNS e dos portugueses. Uma instituição como o [Hospital] Santa Maria não pode ser tratada desta forma, nem se pode reescrever a história”, disse Carlos Martins, em entrevista à agência Lusa.






“A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do Hospital de Santa Maria”, refere o estudo.


“Surpresa porque, de acordo com o compromisso assumido pela equipa de investigadoras com esta instituição, o estudo tinha um âmbito académico, um grau elevado de confidencialidade, seguia as boas práticas científicas e seria do conhecimento do conselho de administração o seu relatório preliminar”, disse à Lusa.


“Mais lamentável é que se coloque em causa, perante um país, uma instituição com 60 anos de serviço público”, afirmou.


“Quem diz que a instituição está órfã e está capturada tem de provar”, sublinhou.


“Sei que, internamente, também é um momento com uma temperatura mais elevada, já que há eleições para a faculdade [de Medicina] – também visada no estudo – e o conselho de administração termina o seu mandato no final do ano”.

“Não acredito que há bruxas, mas começam a existir circunstâncias demasiado estranhas”, desabafou.







Fundação recusa comentar eventual processo judicial


“Não me vou referir a processos judiciais dos quais não tenho nenhum conhecimento neste momento. Este estudo tinha um objetivo que era estudar a qualidade das instituições portuguesas. Seguiu o método etnográfico, chegou a bom porto, tem as suas conclusões publicadas, acho que se cumpriu a missão”, disse Nuno Garoupa.






“O que não faz sentido é dizer que um estudo ia ser confidencial, a fundação não faz estudos para eles serem confidenciais. O que não quer dizer que as conclusões do estudo tenham de agradar a todos”, declarou o responsável,