Os técnicos de diagnóstico recusaram quinta-feira a proposta do Governo sobre questões de carreira e aguardam novas propostas da tutela nos próximos 15 dias, mas em luta, que começa já na sexta-feira frente ao Ministério das Finanças.

Houve intenção do Governo em encerrar o processo, queriam que nós acordássemos aquilo que tinham apresentado e a plataforma sindical não concordou. Face à posição de intransigência e repúdio que tomámos face às propostas do Governo, o Governo pediu-nos mais 15 dias para ponderar e apresentar novas propostas”, disse à Lusa, Luís Dupont, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica e representante da plataforma sindical de técnicos que tem negociado com o Governo.

Em causa estão questões como revisão da carreira, tabela salarial, contagem de tempo de serviço e progressão na carreira.

Segundo Luís Dupont, o que o Governo apresentou numa reunião realizada hoje “foi pouco mais do que tinha apresentado nos últimos meses”, falando em “migalhas” que a plataforma se recusou aceitar.

Querem meter 97% dos trabalhadores na base da carreira e nós não aceitamos isso de maneira nenhuma”, disse Luis Dupont sobre a proposta da tutela para a transição entre carreiras.

Perante o desacordo com o Governo, a Plataforma Sindical dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica realiza na sexta-feira uma vigília frente ao Ministério das Finanças, já prevista, e que decorre entre as 18:00 e as 24:00, para chamar a atenção do ministério tutelado por Mário Centeno “para a necessidade de apresentar propostas que vão ao encontro das exigências” destes profissionais, e onde pretendem também entregar um caderno reivindicativo.

Mas também é para dar início a um processo de contestação que vamos começar e que vai provavelmente durar o mês de outubro e novembro”, disse o sindicalista, que admite que o calendário de luta acompanhe o processo de apresentação, discussão e aprovação do Orçamento do Estado.

O descontentamento dos técnicos de diagnóstico motivou uma greve em julho, durante a qual Luís Dupont admitia que sem novas propostas da tutela os profissionais poderiam voltar novamente a paralisar.