O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) escreveu uma carta aberta ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, onde manifestam o desagrado pela “alegada intenção” de aumentar em 15% o número de novos alunos de Midicina nas universidades de Coimbra, Minho e Beira Interior.

“Estranhámos o facto de não termos sido inquiridos sobre esta eventual medida, nomeadamente, quanto à existência, ou não, de condições de acolhimento deste excedente de alunos pelas respetivas Escolas Médicas, sobretudo, considerando o período de incerteza que ainda estamos a viver, face à pandemia de Covid 19”, pode ler-se no documento a que a TVI teve acesso em primeira mão.

Os responsáveis das escolas de medicina lembram que a pandemia veio “criar desafios particularmente difíceis às Faculdades de Medicina, nomeadamente, nos seus ciclos clínicos”

O CEMP reafirma a posição que já é conhecida de considerar “não haver qualquer evidência que consubstancie a necessidade de aumentar o número de entradas em Medicina em Portugal”, alegando que a “capacidade formativa das Faculdades de Medicina está esgotada há muito” e que “existe uma oferta formativa atualmente mais do que adequada às necessidades do país em médicos”.

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Pedro Carvalhas / MM