A defesa de Carlos Silvino deveria ter realizado, esta quarta-feira, a sua contra-instância ao arguido Hugo Marçal, mas Ramiro Miguel, mandatário de Bibi, alegou «falta de condições técnicas» para realizar o contraditório. A representante de Marçal lavrou um protesto em acta, acusando os representantes de Silvino de quererem «protelar» o julgamento.

A juíza que preside ao colectivo de magistrados, Ana Peres, aceitou o argumento da defesa de Carlos Silvino porque «o tribunal não o pode obrigar» ao exercício do contraditório. Todavia, porque tem como função «a disciplina da audiência e a direcção dos trabalhos» não iria marcar uma nova data para a contra-instância.

Ou seja, a magistrada justificou que tem o «dever de evitar que os trabalhos sejam protelados de forma que afecte o decurso normal da audiência seja de forma manifesta ou, em pior situação, abusiva».

Todavia, Ana Peres, lembrou à defesa de Silvino que se ainda quiser exercer o seu «direito ao contraditório» poderá requere-lo ao tribunal que, em devido tempo, se pronunciará.

Tribunal sem condições para ver DVD

Para que a manhã não fosse perdida e perante a necessidade de «produção de prova», a magistrada acabou por determinar o visionamento de um DVD entregue pela «TVI», com entrevistas a testemunhas do processo.

A sala onde decorreu a sessão não tinha, no entanto, um aparelho de televisão para que o DVD pudesse ser visionado por todos. Dessa forma, recorreram ao computador de um dos advogados para passar as imagens. Os intervenientes tiveram de se juntar todos em redor do portátil. Devido à sua localização na parte de trás da sala, tanto os jornalistas como o público presente na sessão não conseguiram ver o DVD.

A próxima sessão ficou marcada para dia 14 de Abril.
Patrícia Pires