O Ministério Público acredita que os assaltantes dos paióis de Tancos queriam trocar as armas roubadas por droga, segundo documentos do Tribunal da Relação de Lisboa, a que o semanário Expresso teve acesso. Era este o plano de João Paulino, líder do grupo que levou a cabo o assalto a Tancos.

O Expresso recorda ainda que no terreno da avó do ex-fuzileiro, onde terá sido escondido o armamento, as autoridades encontraram vários fardos de droga. 66 quilos de cocaína e 16 quilos de haxixe que nas ruas valem perto de três milhões de euros. Um valor bastante superior ao das armas roubadas ao exército.

O caso de Tancos tem 25 arguidos além de João Paulino, que há um ano se encontra em prisão preventiva. Também Azeredo Lopes é arguido. O ex-ministro da Defesa demitiu-se por suspeitas de ajudar no encobrimento da operação paralela da polícia judiciária militar e da GNR para a recuperação das armas, quatro meses depois do assalto.

A acusação é conhecida no início da próxima semana.