A pandemia Covid-19 tem obrigado ao isolamento das pessoas e muitas são as famílias que, repentinamente, se vêm com os seus movimentos restringidos.

A Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade emitiu um alerta uma vez que este isolamento, necessário para a contenção da pandemia, pode aumentar o risco de violência doméstica.

"Vivemos tempos extraordinários em virtude da pandemia COVID-19. Se a casa é um lugar seguro para grande parte das pessoas, para as vítimas de violência doméstica não o é", alertam, lembrando que "este período exige-nos ainda mais responsabilidade e atenção ao que se passa na casa ao lado com as crianças e as mulheres. Nenhuma mulher e criança podem ficar sozinhas, neste período de isolamento. Vamos ser mais comunidade".

A Secretaria de Estado recorda ainda que "por todo o país continuam a estar disponíveis as forças de segurança e serviços de apoio para vítimas de violência doméstica".

"Avalie se pode fazer quarentena junto de familiares ou pessoas amigas que lhe ofereçam condições de segurança. Identifique membros da família, vizinhança e pessoas amigas que a possam acolher ou ajudar. Estabeleça e combine códigos de emergência (sinal, gesto, palavra, objeto na janela acordado com vizinhos) que alertem para situação de crise em casa", aconselham.

Em 2019, os números da violência doméstica foram trágicos, com 35 vítimas mortais, entre as quais uma criança. Este ano, o crime já fez três vítimas mortais.

"Fique o mais segura possível"

A Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade lembra que existe uma linha de ajuda, disponível através do número 800 202 148 e do email violencia.covid@cig.gov.pt, que indica às vítimas o que fazer e quais os serviços mais próximos.

"Estes serviços de apoio continuam disponíveis e adotaram planos de contingência para evitar o contágio", garantem.

Para além da linha criada, existem ainda outros números disponíveis:
O 116 006 linha da APAV
O 144 linha de emergência social
O 112 se sentir que a sua vida está em risco
O 116 111 (SOS criança) que deve também ensinar às crianças 

Andreia Miranda