Um farmacêutico do Amial, Porto, acusado de violentas agressões à companheira em plena farmácia, em fevereiro deste ano, assumiu hoje em tribunal que desferiu alguns socos e pontapés na mulher.

Perante um coletivo de juízes do tribunal criminal de São João Novo, no Porto, o arguido, de 54 anos, disse ter dado uns murros na cara da mulher, de 45, e alguns pontapés, mas negou ter-lhe desferido uma cabeçada e rejeitou ter protagonizado outras agressões violentas relatadas pelas autoridades.

O incidente da farmácia foi testemunhado por funcionárias e alguns clientes.

No seu testemunho, o arguido disse ter praticado “o pior ato” da sua vida.

“Estava fora de mim”, alegou.

Após as agressões no interior da farmácia, na zona do Amial, Porto, o homem fugiu e resistiu à detenção pela PSP.

Justificou-se desta atitude, alegando que foi interpelado por pessoas não fardadas e que não se terão identificado como polícias, nem apresentado qualquer mandado de detenção.

Argumentou que limitou a defender-se.