O governo reviu em baixa o défice para 2020 e Pacheco Pereira garante que Mário Centeno agora vai trazer a austeridade de volta a Portugal, desta vez com o apoio de António Costa e sem abertura para negociar o que seja.

Sobre o novo governo, o comentador política considera que foi feito assim por prudência, porque António Costa quer jogar pelo seguro, com pessoas que conhece bem e que já estão no terreno.

No entanto, esta é uma má estratégia, porque com a atual conjuntura política é suposto haver negociações todos os dias e António Costa escolheu pessoas "queimadas" para as pastas essenciais.

Como é que os ministros vão enfrentar as negociações sem margem de manobra, questiona?

Sobre a Catalunha, Pacheco Pereira mostrou-se envergonhado pelo país e pelos representantes políticos, que são capazes de defender o Nepal, mas não tem uma palavra sobre Hong Kong e ensaiam um discurso hipócrita sobre a Catalunha.

O comentador admite que a maioria da Catalunha quer a independência e que os dirigentes condenados são "presos políticos". 

Pacheco Pereira acha uma vergonha a falta de mobilização de Portugal em solidariedade pelo que se passa na Catalunha e que isso se deve à falta de consciência cívica e hipocrisia na política e comunicação social.