“O que aconteceu ontem, e toda a gente percebeu em Portugal, foi única e exclusivamente porque os presos estavam à espera de ter uma visita, que já não têm há algum tempo, e foram surpreendidos com o impedimento de ter essa visita”, explicou Celso Manata, Diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, à TVI 24.

Para Celso Manata, a  marcação do plenário por parte dos sindicatos foi criada para impedir que as visitas se realizassem. E garantiu que, contrariamente ao que se tem dito, as visitas por parte dos familiares aos reclusos vão continuar a existir uma vez por semana.

“Nós já discutimos com os sindicatos e está decidido que uma vez por semana os presos vão ter visitas. Portanto, é mentira, é completamente mentira que só haverá visitas em Janeiro.”

Manata afirmou que a luta entre a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e os sindicatos é uma repetição do que já aconteceu no ano passado. "Relativamente às festas de Natal, e aos almoços das famílias com os presos, o sindicato não as quer fazer, mas nós queremos que aconteçam e, por isso, estamos a discutir no colégio arbitral este assunto, que ainda não está completamente decidido”.

Relativamente à greve dos guardas prisionais, Celso Manata defende que têm que ser estabelecidos serviços mínimos para essas situações.