Christian Bruckner, o alemão suspeito de ter raptado Maddie McCann, esteve preso duas vezes em Portugal, avança o semanário Expresso.

Segundo o jornal, o alemão esteve dois meses na cadeia de Évora, em 1999, por pequenos furtos.

Em 2006, voltaria a cumprir uma pena de prisão durante nove meses, desta vez por roubo de combustível. Seria libertado cinco meses antes do desaparecimento de Maddie.

Entretanto a Polícia Judiciária admite que os indícios apontados ao suspeito, ainda não suficientes para o constituir arguido ou acusar.

Em entrevista à agência lusa, o diretor-adjunto da PJ diz que só depois de serem analisadas novas informações é que serão dados outros passos em termos processuais.

O homem terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007 e registos telefónicos colocam-no na área da Praia da Luz no dia em que a criança inglesa, de apenas três anos, desapareceu.

Christian Bruckner, de 43 anos, foi condenado em dezembro na cidade de Braunschweig pela violação em 2005 de uma mulher americana de 72 anos no seu apartamento em Portugal, com base, em grande parte, em provas de ADN. O suspeito negou as acusações durante o seu julgamento e recorreu da condenação.

De acordo com uma cópia do veredicto, enviada pelo tribunal de Braunschweig em resposta a uma pergunta da AP sobre a condenação do suspeito McCann em dezembro, o alemão era um criminoso com várias condenações anteriores, entrando e saindo regularmente da prisão.

Os seus crimes incluem o abuso sexual de uma criança em 1994, quando teria cerca de 17 anos e pelo qual foi julgado num tribunal de menores, bem como um caso em 2016, no qual foi condenado por abuso de outra criança e por posse de pornografia infantil. Outras condenações abrangem também acusações de tráfico de droga, roubo e infração na posse de arma.

Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros) no processo.

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.

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