A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou 255 ocorrências relacionadas com o mau tempo até às 07:30 de hoje, sendo Braga, Viana do Castelo e Porto os distritos mais afetados.

Em declarações à agência Lusa cerca das 08:00, o comandante Miguel Oliveira, da ANPC, adiantou que entre as 14:00 de terça-feira e as 07:30 de hoje foram registadas em todo o país 255 ocorrências.

“Estamos a falar sobretudo de quedas de árvores e pequenas inundações. Os distritos mais afetados pelo mau tempo foram Viana do Castelo, Braga e Porto, não havendo contudo vítimas a registar”, disse.

Uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto tinha indicado cerca das 04:00 de hoje à Lusa que até às 23:00 de terça-feira tinham sido registadas mais de 30 ocorrências relacionadas com o mau tempo.

“Choveu com bastante intensidade e estava vento forte. As vias públicas têm muita água e recebemos alertas de várias ocorrências relacionadas com inundações ou queda de árvores”, disse a fonte do CDOS, assinalando que não existem feridos ou danos avultados a registar.

A mesma fonte acrescentou, pouco depois das 23:00, que os meios continuavam na rua a responder a alertas em diversos locais do distrito do Porto.

Também em Viana do Castelo o mau tempo causou inundações e queda de árvores, com as organizações de socorro a responderem a dezenas de alertas.

O mau tempo que se fez sentir durante a noite em especial nas regiões do Norte e Centro, foi provocado por uma superfície frontal fria de atividade moderada a forte associada à passagem da depressão Beatriz.

A meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) Maria João Frada explicou à Lusa que a depressão Beatriz está centrada a noroeste das ilhas Britânicas, longe do território do continente.

“Não vai ter impacto direto no estado do tempo no território do continente, serão apenas efeitos colaterais associados à passagem de superfícies sucessivas de ondulações frontais que estão associadas à Beatriz, mas ela está de facto muito longe. Todo o vento que se possa vir a fazer sentir no continente é devido à Beatriz e por causa de um anticiclone que está a oeste dos Açores”, disse.

Maria João Frada adiantou que os efeitos da depressão, que vão prolongar-se pelo menos até domingo, determinam uma corrente de oeste que vai trazer ondulações frontais sucessivas.