A Proteção Civil registou até às 18:30 desta sexta-feira 702 ocorrências devido ao mau tempo em Portugal continental, das quais se destacam a queda de árvores, segundo informação divulgada na página da Internet daquela autoridade.

O vento forte derrubou ainda o “teto falso” da cobertura exterior de um posto de abastecimento de combustíveis em Esposende, danificando duas viaturas que estavam a abastecer. 

Já em Espinho, ocorreu a queda de uma cobertura de um pavilhão, que obriga a evacuar uma escola.

No distrito de Coimbra, uma derrocada devido ao mau tempo obrigou esta sexta-feira ao corte da Estrada Nacional 110, entre Rebordosa e Foz do Caneiro, em Penacova.

Segundo o jornalista da TVI24 no local João Bizarro, as encostas nesta região estão a ceder à pressão das águas. Como alternativa, os condutores podem utilizar o IP3.

Em Sintra, na Tapada das Mercês, caiu um muro durante a última noite.

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A circulação na avenida Dom Carlos I, na zona da Foz do rio Douro, no Porto, foi cortada, revelou à Lusa a câmara. Numa resposta escrita, o gabinete de comunicação da Câmara do Porto indicou que aquela avenida está cortada desde as 18:00 de quinta-feira, “não se prevendo o encerramento de mais nenhuma artéria”.

A estrada Marginal Norte, que liga o centro da cidade de Peniche ao Cabo Carvoeiro, no distrito de Leiria, foi também cortada ao trânsito, devido à agitação marítima, informou o segundo comandante dos bombeiros locais.

O mar estava a galgar a Marginal Norte e decidiu-se cortar a estrada desde a entrada da cidade até ao Cabo Carvoeiro”, afirmou Alexandre Barradas à agência Lusa.

A via encontra-se cortada desde as 13:00 e deverá assim permanecer até às 19:00, altura em que se prevê a baixa mar e as autoridades locais deverão fazer uma nova avaliação.

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Entre as 00:00 e as 18:30 desta sexta-feira foram registadas 702 ocorrências relacionadas com “meteorologia adversa”, mobilizando 2.435 operacionais e 919 veículos, indica a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) na sua página de Internet.

A maior parte das ocorrências deve-se à queda de árvores, bem como à queda de elementos de construção em estruturas edificadas e a inundações de estruturas ou superfícies por precipitação intensa.

O comandante Miguel Oliveira, da ANPC, que se escusou a fazer um balanço dos efeitos da depressão “Helena”, disse que a autoridade não consegue revelar o número de ocorrência durante o dia de hoje.

Não conseguimos determinar. Têm vindo a acontecer ocorrências durante os últimos dois dias”, disse Miguel Oliveira, em declarações à agência Lusa, cerca das 18:30.

Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da depressão “Helena”, centrada a noroeste do golfo de Biscaia, Espanha.

Esta depressão vai afetar Portugal continental em particular no que respeita ao vento e à agitação marítima na costa ocidental.

No Aeroporto de Lisboa já foram cancelados alguns voos para Frankfurt, Bruxelas e Madrid.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal vão estar entre as 12:00 e as 21:00 de hoje sob aviso vermelho devido à previsão de agitação marítima.

Além do vermelho para a agitação marítima, o IPMA emitiu avisos laranja e amarelo para hoje e sábado, devido ao vento, para todos os distritos de Portugal continental, exceto Évora, e devido a neve para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra.

Para esta sexta-feira está previsto vento forte de noroeste, com rajadas até 75/85 quilómetros/hora (km/h) no litoral, que deverão atingir valores da ordem de 110 km/h a norte do cabo Mondego e nas terras altas do Minho e Douro litoral e da região Centro.

Quanto à agitação marítima, a previsão aponta para a costa ocidental ondas de cinco a sete metros, e temporariamente a norte do cabo Raso, passando a sete a oito metros durante a tarde e início da noite, e com uma altura máxima que poderá atingir 15 metros.

Por causa do mau tempo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil alertou para a possibilidade de cheias, formação de lençóis de água e gelo e quedas de árvore, devido às previsões de chuva, neve, vento e agitação marítima para os próximos dias.

Também a Autoridade Marítima Nacional alertou para o agravamento das condições meteorológicas e oceanográficas na zona norte de Portugal continental, entre a madrugada de hoje e a de sábado.