O Governo disse hoje não ter registo, até ao momento, de cidadãos portugueses afetados pela passagem do ciclone Kenneth, em Moçambique, adiantando que está a acompanhar a situação através do consulado de Portugal na Beira.

Em declarações à agência Lusa, fonte do gabinete do Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse que os cerca de 120 portugueses registados na província de Cabo Delgado, a mais afetada pelo ciclone Kenneth, pertencem à área de jurisdição do Consulado Geral de Portugal na Beira.

Até ao momento não há qualquer informação de vítimas portuguesas a lamentar", disse a mesma fonte, acrescentando que também “não foi reportado nenhum cidadão ferido nem com estragos materiais nas suas propriedades ou bens”.

O ciclone Kenneth chegou ao Norte de Moçambique classificado com a categoria quatro, a segunda mais grave, com ventos contínuos de 225 km/h e rajadas de 270 km/h, anunciou hoje o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA).

Apesar de já ter perdido força, continua a provocar chuvas intensas na região e há elevado risco de cheias e deslizamento de terras.

Moçambique volta a ser atingido por um ciclone, depois do impacto do Idai, em 14 de março, que provocou pelo menos 603 mortos.

Sobe para dois número de mortos devido à passagem do Kenneth

O número de óbitos provocados pela passagem do ciclone Kenneth no norte de Moçambique subiu para dois, anunciaram hoje as autoridades moçambicanas.

O segundo óbito registado acorreu em Macomia, um dos pontos mais afetados pelo ciclone Kenneth, segundo a ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, que falava no balanço diário a partir da província de Cabo Delgado.

A primeira morte ocorreu na cidade de Pemba, norte do país, durante a noite passada, devido à queda de um coqueiro tombado pela tempestade.

As autoridades moçambicanas avançaram que pelo menos 16 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone e há mais de 18 mil pessoas nos 22 centros de acomodação.