O programa "Deus e o Diabo" desta semana, com José Eduardo Moniz, contou com um novo testemunho de violência doméstica. Aos 12 anos, Cláudia Rosário viu a mãe assassinada pelo padrasto. A sua memória sobre o que se passou naquele dia ainda está bem viva: "Ele abre o casaco e tem duas facas dentro, a minha mãe caiu ao chão em segundos".
 
Neste programa, esteve também presente Ana Leal, a jornalista da TVI que coordenou uma reportagem, da jornalista Sara Bento, que revela o drama de quatro mulheres - mãe e três filhas - vítimas de violência doméstica e abusos por parte do pai e marido, um agente da PSP, durante 20 anos.

Na semana em que o Parlamento discutiu a discriminação de que é alvo a comunidade cigana: 80% dos ciganos estão em risco de pobreza, 30% vivem sem água canalizada, a discriminação na procura de emprego e no local de trabalho têm subido. Priscila Sá, cigana e advogada, deu o seu testemunho, em direto, lamentando a "discriminação" que existe ainda a vários níveis, apontando ao mesmo tempo melhorias e dando o seu próprio exemplo de sucesso: "Estamos a tentar evoluir e precisamos de aceitação", pediu.

Outros temas abordados, no programa desta semana, foram os subsídios dos deputados e o "verdadeiro abacaxi" que é o Novo Banco, sem esquecer as suspeitas que ensombram cada vez mais a Associação Mutualista Montepio Geral.

A fechar, como sempre, o melhor e o pior da semana.