O Movimento Esperança Portugal (MEP) declarou esta quarta-feira que as crianças ciganas da escola EB1 de Lagoa Negra de Barcelos correm «riscos de estigmatização e segregação» e que a escolaridade obrigatória «é o valor essencial a defender», avança a agência Lusa.

Em comunicado, o MEP sublinha que «apoia o esforço realizado pela escola e elogia o empenho dos seus professores para que sejam encontradas soluções que se adeqúem ao objectivo desejado de combate ao abandono escolar por parte das crianças ciganas», acrescentando que «todos os meios legítimos devem ser considerados para que estas crianças possam beneficiar, no mínimo, da escolaridade obrigatória».

«Uma estratégia diferenciada para a integração destas crianças em risco de abandono escolar é legítima e deve ser estimulada», refere o MEP em comunicado, reforçando o seu apoio ao esforço desenvolvido pela escola na obtenção de soluções para combater o abandono escolar.

O MEP considera ainda que deve ser repensada a opção de as aulas serem leccionadas num «espaço atípico, um suposto contentor».

O MEP sugere «turmas mais pequenas, mais professores dedicados, currículos adaptados e apoio de mediadores socioculturais» de forma a combater o abandono escolar destas crianças, apostando no «envolvimento das famílias das crianças», da escola e dos professores neste processo.

«A quem mais precisa, mais deve ser proporcionado», advoga o MEP, acrescentando que a discussão política em torno deste tema «obedece a agendas muito diferentes do real interesse das crianças envolvidas (...) colocando em risco o trabalho que tem vindo a ser feito» pelos professores e pela comunidade educativa.