Dez chefes da equipa de cirurgia da Urgência Central do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, confirmaram a sua ameaça e demitiram-se, esta segunda-feira, segundo confirmou a TVI.

Além de deixarem os cargos e de deixarem de fazer banco de urgência, estes médicos vão também deixar de fazer horas extraordinárias.

Na carta que tinham enviado à administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), no passado dia 11 de novembro e à qual a TVI tinha tido acesso, os demissionários mencionavam a degradação dos serviços de urgência cirúrgica do hospital, agravada pela decisão recente dos assistentes hospitalares, que "recusam ultrapassar, nas atuais condições de trabalho, mais do que as horas extraordinárias consideradas na lei", tomada de posição com a qual as chefias se solidarizaram.

Em comunicado, o conselho de administração do CHULN confirmou, nessa altura, a receção de um documento, elaborado pelas chefias, que apontava "questões de organização interna e distribuição de serviço a serem resolvidas até 22 de novembro”, o que não aconteceu.

Nuno Guedes