Ainda segundo a mesma fonte, o IGFEJ terá apresentado dados que indiciam omissões por parte de mais que um profissional durante todo processo de adaptação da plataforma informática à nova organização judiciária. Rui Pereira, presidente do instituto, já tinha admitido a possibilidade de ter havido omissões. 

«Uma migração desta dimensão não é apenas um problema informático, é também uma questão de metodologia de organização de trabalho e de escolher um caminho», disse, sublinhando: «Na escolha desse caminho pode haver informação que é facultada e outra que não é facultada. Se nos é apresentado um quadro de normalidade, transmitimo-lo à senhora ministra. Foi o que aconteceu».

As falhas no sistema Citius aquando do arranque do novo Mapa Judiciário levaram a Justiça a um estado de caos, denunciaram muitos dos envolvidos diariamente no sistema judicial. Uma reportagem da TVI acompanhou o processo e mostrou que a implementação do novo mapa estava a decorrer com inúmeras falhas. 

A oposição e várias vozes na Justiça pediram explicações e culpados, tendo a ministra da Justiça recusado sempre uma demissão, alegando que «os culpados» iriam ser encontrados no inquérito instaurado.