"A razão da descida desses dez lugares está diretamente relacionada com as emissões. Fomos bastante penalizados em relação aos novos dados que surgiram da FAO [agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura] no que respeita à desflorestação e à degradação da floresta. Fomos fortemente penalizados pelos incêndios que ocorreram em 2013", explicou à Lusa, em Paris, Francisco Ferreira.






"Portugal há dois anos, em Varsóvia, tinha assumido ser um campeão na área da eficiência energética. Infelizmente, não tivemos os progressos que seriam desejáveis, apesar de, à escala europeia termos sido o país que defendeu metas mais ambiciosas para a redução de emissões, para as energias renováveis e para a eficiência energética aquando da definição do pacote para 2030", continuou o especialista.


"Deixámos de estar no grupo dos bons. Passámos ao chamado grupo amarelo, o grupo dos moderados. Penso que Portugal tem capacidade de voltar a fazer - ou de continuar as opções certas que já fez em determinadas alturas e que depois viriam a ter os seus resultados - num futuro mais próximo", concluiu o especialista, considerando que "com o novo governo é uma excelente chamada de atenção para não deixar cair algumas opções climáticas na área da mitigação" e "na área da adaptação no que diz respeito aos incêndios".