A Câmara de Lisboa vai garantir o transporte de táxi dos munícipes nas próximas fases da vacinação contra a covid-19, de acordo com uma proposta aprovada esta quinta-feira por unanimidade em reunião privada da autarquia.

Em fevereiro, o município decidiu assegurar o transporte de táxi dos munícipes de Lisboa, com mais de 65 anos, convocados para a vacinação contra a covid-19 “desde a sua residência até ao ponto de vacinação indicado e regresso ao domicílio, transporte esse a ser garantido através da articulação com as Juntas de Freguesia e de protocolos a estabelecer com as organizações representativas do setor táxi”, é recordado na proposta.

Agora, com o reforço da capacidade de vacinação e com a abertura de novos centros de vacinação, “é importante assegurar que esta iniciativa possa ser prolongada para as fases posteriores de vacinação e, em função das necessidades verificadas, ajustada à correspondente realidade que se verifique em cada momento”, defende a Câmara no documento hoje aprovado.

A proposta, assinada pelo vereador Miguel Gaspar (PS), refere que as principais organizações representativas do setor do táxi na capital (Federação Portuguesa do Táxi e ANTRAL) manifestaram disponibilidade para “operacionalizar o transporte para vacinação, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa, os centros de vacinação, as Juntas de Freguesia e as centrais que efetuam despacho de veículos de transporte em táxi licenciados pelo município de Lisboa”.

A Câmara de Lisboa deliberou, assim, aprovar a atribuição de apoios financeiros, no valor global de 60 mil euros, “para garantirem o transporte em táxi de munícipes de Lisboa, no âmbito da campanha de vacinação contra a covid-19”.

Estas organizações ficam obrigadas a assegurar que “a totalidade da verba recebida é afeta exclusivamente à aquisição dos referidos serviços de transporte, sem remuneração adicional das centrais de despacho ou das organizações parceiras”.

A proposta estabelece também que, “em função das necessidades verificadas, a presente iniciativa possa ser prolongada a fases posteriores de vacinação” contemplando “reforços financeiros que se venham a revelar necessários”.

/ MJC