O comandante da Polícia Municipal (PM) de Coimbra foi esta segunda-feira punido com a «cessação da comissão de serviço» e «uma multa pecuniária correspondente a um dia de salário», por deliberação do executivo municipal, disse o presidente da Câmara.

A decisão, debatida à porta fechada e tomada por voto secreto, durante a reunião quinzenal do executivo camarário, foi aprovada por oito votos a favor, um voto branco e um nulo, adiantou João Paulo Barbosa de Melo, que falava aos jornalistas no final da sessão, ao início da noite.

Na reunião, que apenas não foi aberta aos jornalistas durante o período em que foi tratado este assunto, não participou, por «motivos de saúde», a vereadora responsável por aquela polícia, Maria João Castelo-Branco, eleita pela maioria PSD/CDS/PPM.

Os membros do executivo aprovaram, assim, a proposta feita pelo relator do processo disciplinar, Soares de Carvalho, na sequência do envio de um e-mail pelo comandante da PM, Euclides Santos, aos funcionários da autarquia, no final de 2011, formulando votos de «relações sexuais incríveis».

Poucos minutos depois de ter enviado aquela mensagem, Euclides Santos distribuiu um segundo e-mail, pedindo desculpas e explicando que se tinha tratado de um lapso.

O presidente da câmara mandou, no entanto, instaurar um processo disciplinar àquele responsável, que, no âmbito do mesmo processo, ficou suspenso de funções por um período de 45 dias.

Desde então, a PM de Coimbra tem sido coordenada por Jacinto Santos, que se deverá manter em funções «durante mais alguns dias», acrescentou João Paulo Barbosa de Melo.

A punição aplicada pelo executivo municipal não é passível de recurso, embora o comandante da PM cessante possa recorrer para os tribunais, recordou o presidente da câmara.

Euclides Santos pertence aos quadros da PSP e a sua comissão de serviço na PM de Coimbra deveria terminar no final deste ano.
Redação / SM