Algumas dezenas de pessoas das freguesias servidas pela linha ferroviária do Tâmega, suspensa desde 25 de Março por razões de segurança, manifestaram-se esta terça-feira em Amarante, à chegada da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.

A secretária de Estado apresenta as razões que levaram ao encerramento das linhas do Tâmega e do Corgo e o plano de investimentos para as duas vias. Os populares queixam-se, sobretudo, de «não terem sido avisados» da suspensão da circulação dos comboios e desconfiam que o Governo pretenda encerrar a linha-férrea «definitivamente».

Um dos manifestantes disse aos jornalistas que os utentes, oriundos sobretudo da freguesia de Vila Caiz, pretendem que a secretária de Estado dos Transportes se comprometa, por escrito, com a requalificação e reabertura da linha.

De acordo com uma informação divulgada pela Secretaria de Estado dos Transportes, durante as duas reuniões vão ser apresentadas «as razões que levaram ao encerramento das linhas» e apresentados os plano de investimentos da Rede Ferroviária Nacional (REFER). Este plano inclui, segundo a Secretaria de Estado, «obras de reabilitação, medidas de segurança, tais como, a supressão e automatização de passagens de nível».

Em Amarante, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reuniu-se com os presidentes das Câmaras de Marco de Canaveses e Amarante, bem como com as Juntas de Freguesia abrangidas pela Linha do Tâmega. À tarde, pelas 16:00, a Secretária de Estado dos Transportes reúne-se com os autarcas de Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Régua e com as juntas de freguesia abrangidas pela linha ferroviária do Corgo. Na reunião, que decorrerá no Governo Civil de Vila Real, estarão presentes responsáveis da REFER e da CP, bem como o governador civil de Vila Real.

A circulação nas linhas do Corgo (entre Vila Real e Peso da Régua) e do Tâmega foi suspensa terça-feira à noite devido, segundo a REFER e a CP, ao estado das vias em alguns locais e à necessidade de se fazer uma intervenção profunda, depois da realização de um inquérito que apontou «factos negativos» e «problemas técnicos».