Comerciantes de Fátima registaram um aumento de vendas comparativamente com 2016, mas alguns dizem que estavam à espera de uma maior afluência às lojas hoje e na sexta-feira, quando papa esteve na cidade.

Foi bom. Para nós foi fantástico, mas estávamos à espera de mais pessoas", disse à agência Lusa, Ana, funcionária de uma loja na Cova da Iria, sublinhando que, na quinta-feira, dia 11, vendeu-se tanto "como a 12 de 2016", o dia em que começa a peregrinação de maio.

Naquela loja, os artigos mais vendidos foram o terço do centenário, imagens da Nossa Senhora de Fátima, porta-chaves e ímanes, sendo que a vinda do Papa Francisco também levou a um incremento da procura de produtos relacionados com o líder da Igreja Católica.

"Andou tudo atrás do Papa"

No estabelecimento de produtos religiosos de Florinda Neves, o Papa até tem saída, mas tem de estar "acompanhado da Nossa Senhora" para ser vendido, explicou.

Está a ser um pouco melhor do que o ano passado, que foi horrível, mas não foi aquilo que estávamos à espera. Andou tudo atrás do Papa", lamenta a proprietária, referindo que durante o dia, enquanto Francisco esteve em Fátima, as lojas estavam "desertas".

Já se sabe que quando vem cá um papa, ninguém compra nada", disse Maria Vieira, que trabalha no ramo há cerca de 50 anos.

Apesar disso, o negócio, sublinha, tem corrido bem comparativamente com anos anteriores.

Se há 50 anos só se vendia nos dias 12 e 13 de maio (os dias da peregrinação) e passava-se o resto da semana a ler "a revista ou o jornal", hoje já não é assim.

Por lá, também o terço do centenário foi o rei das vendas, tendo esgotado logo no dia 11.

No espaço de Bruno Marques, se houvesse mais terços do centenário também se vendiam.

Para o proprietário do espaço, este foi um ano bom para as vendas.

A vinda do papa e a canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco levaram a um aumento do interesse por produtos relacionados com essas figuras, mas a Nossa Senhora, assegura, continua a ser a que motiva mais vendas.