Na sequência de algumas notícias veiculadas a propósito dos eventuais subsídios que o Estado concedeu aos meios de comunicação social, e em particular aos meios do Grupo Media Capital, o grupo esclarecer que "nunca existiu qualquer medida governamental que se traduzisse em subsidiar órgãos de comunicação social e a repetição reiterada desta insinuação feita nos últimos meses nunca fez dela uma verdade".

De acordo com Resolução do Conselho de Ministros, foi aprovada a alocação de verbas para aquisição antecipada de espaço para difusão de publicidade institucional, no âmbito da Pandemia COVID-19. No âmbito desta Resolução foram destinados a este fim 15 milhões de euros, dos quais 3,3 milhões corresponderiam aos meios do Grupo Media Capital, que, depois de descontado o IVA a entregar ao Estado, resultariam num pagamento antecipado de aproximadamente 2,7 milhões,  de serviços a prestar pelos meios do Grupo", afirma o Grupo Media Capital.

Em comunicado, o grupo afirma que a "a fundamentação política é boa de ver", sublinhando que a pandemia de Covid-19 colocou forte pressão na tesouraria das empresas destinatárias desta medida, "algumas delas grandes empregadores num setor tão nevrálgico e de grande alcance na prestação de serviços de relevante interesse público".

Pelo que, afirma a Media Capital, em comunicado, "foi entendimento do Governo poder antecipar o pagamento de fundos por conta de serviços a serem prestados no futuro imediato"

Insiste-se: foi sempre um mero adiantamento de fundos para pagamento de serviços a virem a ser prestados e nunca um qualquer subsídio à atividade ou um financiamento a fundo perdido ou sem contrapartida certa", segue a nota, esclarecendo que, até à presente data, ainda a Media Capital não recebeu qualquer montante.

Antes, salienta o comunicado, o grupo tem prestado os serviços que os diversos organismos do Estado lhe encomendam, "num valor que ascende atualmente a cerca de 600 mil euros e que vai aumentando à medida de novas encomendas que são dirigidas à Media Capital; tudo sem que tenha ainda existido qualquer contrapartida financeira".

O Grupo Media Capital afirma ainda que "o que seria um apoio à tesouraria da empresa, tem-se revelado como um constrangimento à tesouraria, dado que é a Media Capital que está a avançar com a prestação dos serviços sem o correspondente recebimento".

Na mesma linha, a Media Capital reitera que tem visto "as notícias e insinuações que parecem querer contar uma versão fantasista de uma realidade que não existe" com perplexidade e apreensão. Factos que colocam um ónus "de imagem e reputação nos órgãos de comunicação social que é imerecido, porque não verdadeiro".

/ Redação