Foram condecorados 24 militares portugueses que estiveram na República Centro-Africana e que pertenceram à quinta força nacional destacada. Os militares estiveram diretamente envolvidos em intensos combates entre fevereiro e setembro deste ano.

O orgulho do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea é pelos serviços distintos que o sargento-ajudante António Castro e outros 23 militares do exército e da Força Aaérea prestaram na República Centro-Africana este ano.

Fizeram parte da 5.ª força nacional destacada naquele país desde 2017 ao serviço das Nações Unidas, 180 elementos, a maior parte dos quais comandos.

O soldado Aliu Camará foi o ferido mais grave em todos os destacamentos portugueses na República Centro-Africana. No dia 13 de junho, a viatura em que seguia durante uma operação capotou, deixando-lhe ferimentos muito graves em ambas as pernas. A amputação foi inevitável e coube à tenente Diana Vila-Chã prestar os cuidados médicos necessários a Aliu Camará antes do regresso a Portugal.

O papel do destacamento português no seio da MINUSCA, a missão das Nações Unidas encarregada de manter a paz na República Centro-Africana, era o de servir como força de reação rápida, o que significa que, sempre que havia um ataque dos muitos grupos armados que mantêm o país a ferro e fogo desde 2012, os portugueses entravam em ação.

Foi o que aconteceu na região de Bocaranga, onde, depois de um massacre que vitimou 50 pessoas, os comandos expulsaram o grupo 3R e protegeram várias localidades.

A quinta força nacional destacada foi louvada e condecorada pelo comandante da MINUSCA pelo papel crucial que desempenhou nas operações Hammer e Tango, em que expulsou combatentes do grupo 3R de quatro cidades e salvou a vida a muitos civis.