Desde que a covid-19 se alastrou por todo o mundo que aquilo que mais se houve: "confinamento"; "isolamento social"; "fique em casa". No entanto, se por um lado essas medidas têm como principal função proteger-nos e evitar a propagação do vírus, por outro, podem dar aso ao surgimento, ou desenvolvimento, de outras patologias.

Mesmo com a maior liberdade de circulação e com o aliviar das medidas por parte do Governo e das autoridades de saúde, muitas pessoas continuam a sair de casa só em último recurso.

Falta de energia, cansaço e dores no corpo são alguns dos sinais dos quais deve estar alerta. 

Falta da vitamina D 

A vitamina D é um dos nutritentes essenciais para vários processos vitais do nosso corpo, como por exemplo, a manutenção de ossos fortes ou o bom funcionamento do sistema imunológico que, por sinal, é extremamente importante durante o inverno por causa das infeções, constipações e gripes. 

Esta, ao contrário de outras vitaminas, não tem como principal fonte os alimentos, mas sim a exposição solar. 

Os especialistas consideram importantíssima a exposição solar, cerca de 30 a 40 minutos por dia, seja na janela, na varanda ou no quintal de casa. 

Sedentarismo 

São vários os estudos que têm apontado para uma queda acentuada da atividade física. Com os ginásio fechados durante meses e com medidas de confinamento apertadas, a única alternativa passava por treinar em casa. 

A prática de exercício físico regularmente está associada ao bem-estar, boa disposição, redução de stress e ansiedade. 

Dores no corpo

O estudo em casa e o teletrabalho mais intenso também podem originar dores no corpo. Má postura, muito tempo na mesma posição, muito tempo em frente ao computador e à televisão podem desenvolver problemas de coluna crónicos. 

Dores no pescoço, braços e mãos, por vezes acompanhadas de algum formigueiro, são alguns dos sinais que indicam que deve fazer uma pausa no trabalho. 

Aproveite para fazer alongamentos e caminhar pela casa.

Olhos secos e vista cansada

Mais uma vez, o confinamento fez disparar o números de horas que crianças, jovens e adultos passam à frente dos ecrãs. Computadores, tablets, televisões, telemóveis, tudo serve para ocupar o tempo. 

Ora, isto contribui para um grande cansaço da vista que pode resultar em vermelhidão, ardor, falta de lágrimas e dificuldade em focar. 

Problemas mentais

Um dos efeitos negativos mais falado tem sido o agravamento da saúde mental. Foram feitos estudos que revelaram que os especialista na área aumentaram o número de consultas assim que começou a pandemia. 

Muitos dos pacientes nunca tinham tido qualquer problema ao nível psiquiátrico, enquanto outros agravaram o quadro de saúde. 

A sensação de medo, morte, insegurança e terror constante provoca um desgaste grande quer ao nível físico como emocional do ser humano. Juntando isso ao facto de as pessoas terem de ficar em casa e evitar ao máximo o contacto social, mais violento se torna para o cérebro. 

Aceleração da demência 

Talvez tenha sido a geração mais esquecida, mas que mais sofreu com o surgimento da covid-19: os idosos.

O isolamento das pessoas mais velhas tem outro tipo de consequências, para além do ponto de vista físico e emocional, que passa pelo sistema neurológico. A não interação com pessoas é um dos principais fatores. 

É importante que os mais idosos se mantenham itelectualmente ativos. Devem ler, fazer palavras-cruzadas, sopas de letras e falar com amigos e família, ainda que por telefone ou vídeochamada.

Atraso no desenvolvimento do bebés

Depois da vacinação necessária, os bebés devem ter contacto com o exterior, uma vez que dependem dos estímulos sociais e físicos, da luz solar e dos barulhos para se desenvolverem.

Esse contacto contribui para o desenvolvimento da fala, do gatinhar e do andar, assim como também ajuda a que os bebés não sejam tão assustadiços. 

Para minimizar os efeitos do "ficar em casa", os especialistas recomendam que os pais descubram outras maneiras de apresentar o mundo aos filhos. Passar algum tempo com eles à janela, varanda ou quintal pode ser uma boa alternativa. Outra das recomendações é que o bebé veja outras pessoas, para perceber que não existem apenas o pai e a mãe. 

Cláudia Évora