O Papa Francisco apelou, nesta quinta-feira, aos líderes políticos que estarão presentes na 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para responderem de forma "eficaz" aos problemas ambientais e garantir assim "esperança" às gerações futuras.

“É essencial que cada um de nós esteja comprometido com esta urgente mudança de direção”, vincou o Papa Francisco, em entrevista à BBC Radio.

Para o Papa Francisco, a cimeira, que começa no próximo domingo e se prolonga por 12 dias, tem um caráter de "urgência", uma vez que visa encontrar uma resposta eficaz à crise climática.

"Os políticos que se encontrarem na COP26, em Glasgow, estarão reunidos de urgência para responder de forma eficaz à atual crise ambiental e, desta forma, dar esperança em concreto para as gerações futuras”, acrescentou.

Esta é a primeira cimeira desde a assinatura do Acordo de Paris em que os países têm de atualizar as contribuições para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, e um dos objetivos da reunião é precisamente assegurar que os países de todo o mundo apresentem metas ambiciosas nesse sentido, até 2030.

Cimeira marcada por ausências de personalidades sonantes

A COP26 vai contar com quase 30 mil participantes, entre líderes mundiais, técnicos negociadores, empresas e cidadãos. O primeiro-ministro, António Costa, está entre os líderes políticos que marcarão presença no evento, tal como o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a jovem ativista sueca Greta Thunberg.

Por outro lado, a cimeira fica marcada também pela ausência de outras figuras, nomeadamente a Rainha Isabel II, que cancelou a presença na conferência após ter recebido conselho médico para descansar. A Família Real britânica será, então, representada pelo príncipe Carlos, herdeiro da coroa, e o seu filho príncipe William.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, também não deverá deslocar-se a Glasgow, tendo em conta a sua já conhecida relutância em questões ambientais. A participação do chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, também é incerta, dado o relacionamento diplomático tenso com o Reino Unido. Circulam também rumores de que o Presidente da República Popular da China, que é talvez o líder mais aguardado na COP26, não irá participar na cimeira.

Redação