O avião que saiu esta quinta-feira de Beja foi fretado pelo governo francês e parte para a China até sábado para repatriar pelo menos 133 cidadãos da União Europeia (UE), incluindo 17 portugueses, devido ao coronavírus, informou fonte europeia.

Fonte europeia disse à agência Lusa que este avião está agora em Paris, onde foi buscar equipa médica e, “na sexta-feira ou sábado”, partirá para a região chinesa de Wuhan.

Até esta manhã, de acordo com a mesma fonte, estava confirmado o repatriamento de 133 cidadãos de 16 estados-membros da UE: Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Letónia, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Espanha e Suécia.

A estes acrescem cidadãos de outros países de fora da União, como a Noruega ou Turquia, acrescentou.

A fonte confirmou que, como a Lusa já tinha noticiado, serão 17 os portugueses repatriados de Wuhan.

O avião da companhia aérea privada Hi Fly, que vai fazer o repatriamento de portugueses e outros europeus desde aquela cidade, situada no centro da China, saiu hoje de manhã da base aérea n.º 11 de Beja, às 10:06.

O Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, partiu do aeroporto de Beja, porque, atualmente, é o único aeroporto em Portugal capaz de o receber e é onde a companhia Hi Fly tem uma das suas bases para estacionamento e manutenção de linha dos seus aviões.

Não se sabe, para já, quando e em que aeroporto de França irá este avião aterrar quando regressar da China, visto que as autoridades francesas ainda estão a estudar as opções, mas certo é que os cidadãos repatriados têm de assinar uma declaração em que se comprometem a ficar de quarentena quando voltam à UE.

Também é certo que só os cidadãos saudáveis e sem sintomas vão poder viajar, sendo dada prioridade para viajar aos grupos mais vulneráveis, como famílias com crianças e idosos.

O mesmo procedimento será adotado para o primeiro avião que saiu esta madrugada, pelas 04:45, de Paris, com destino para Wuhan.

Trata-se de um avião militar francês que vai repatriar 250 cidadãos franceses em Wuhan.

A Comissão Europeia ativou na passada terça-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a pedido de França.

Ao todo, cerca de 600 cidadãos da UE já pediram para deixar a China devido ao coronavírus.

Fontes europeias adiantaram à Lusa que as autoridades chinesas estão a colocar alguns entraves à movimentação de pessoas e à aterragem destes aviões.

O epicentro da epidemia do novo coronavírus está localizado na cidade de Wuhan, na República Popular da China, país onde já há 212 mortos sendo que mais de 7.700 pessoas se encontram infetadas.

Além da China e dos territórios chineses de Macau e Hong Kong, há pelos menos 50 casos confirmados do novo coronavírus em 19 outros países - na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas, Índia, Sri Lanka e Itália.

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/ AG