Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, e José Gonçalves, da Confederação Nacional das Associações de Pais, estiveram esta quinta-feira no Jornal das 8, da TVI, onde comentaram a decisão do Governo de encerrar as escolas.

"Eu queria aplaudir esta decisão do nosso primeiro-ministro”, começou por dizer. Filinto Lima revelou ter dado a António Costa “factos novos” sobre a situação que se vive nas escolas.

A ansiedade, a angústia, o clima não é propício ao processo de aprendizagem. Hoje agravou-se. Hoje tivemos país que não levaram os filhos para a escola, responsabilizando-se por isso”, explicou.

José Gonçalves, dirigente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), reafirmou a sua confiança nas autoridades, dizendo que “vê com bons olhos que tal aconteça”. Para o dirigente, a chave do problema está na forma como se fala dele.

Não é encerrar, é antecipar o período da Páscoa. Penso essa deve ser a mensagem.”, afirmou.

José Gonçalves apontou para os dispositivos móveis e para a internet como forma alternativa de aprendizagem.

Hoje já há muito mais ferramentas. Os alunos têm ferramentas tecnológicas, como um telemóvel, que já é uma escola virtual. Hoje acontece os professores passarem os trabalhos via email.”

Já do lado da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, esta decisão vem tarde, mas “mais vale tarde do que nunca”. Filinto Lima elogiou os trinta dias de suspensão, classificando a decisão como sendo de “senso comum”, uma vez que a quarentena dura 15 dias.

Faz sentido manter as viagens de finalistas? Não devem ser canceladas?”, questionou.

Ao cumprir-se aquilo que está anunciado, os alunos vão perder 15 dias de aulas presenciais.

Quero garantir aos pais de que a escola pública vai fazer tudo para que os filhos não sejam prejudicados, sobretudo nos anos de exame”, vincou.

Filinto Lima deixou ainda largos elogios para os professores e todos os profissionais da área da educação.

/ JGR