O Ministério da Defesa da Alemanha vai decidir, no início da semana, o apoio que será enviado a Portugal para ajudar no combate à covid-19, depois de terminada uma missão exploratória ao país, disse este domingo fonte oficial.

De acordo com fonte do Ministério da Defesa, em declarações à agência Lusa, “os resultados estão a ser avaliados depois do regresso da equipa exploratória alemã”, estando as “primeiras conclusões” previstas para “o início da próxima semana”.

A Reuters acrescentou, na sua página oficial da Internet, que a Alemanha enviará pessoal e equipamento médico, uma informação que terá sido confirmada pelo próprio governo de Angela Merkel.

Na edição deste domingo, a Der Spiegel revelou que “devido à situação catastrófica em Portugal, a ‘Bundeswehr’(Forças Armadas alemãs) vai enviar voos de ajuda com pessoal e material médico para Portugal no início da semana”.

De acordo com informações recolhidas pela publicação alemão, que não cita qualquer fonte, “uma equipa de 27 médicos e paramédicos será enviada num transporte militar para ajudar os hospitais sobrecarregados”.

A equipa de emergência ficará inicialmente em Portugal durante três semanas”, detalhou.

“Além disso, a ‘Bunderswehr’ também enviará material médico para o país em crise na próxima semana. Camas para doentes, assim como ventiladores fixos e móveis, deverão ser transportados em aviões de carga, uma vez que são necessários com urgência para os pacientes com covid-19”, acrescentou.

O “Der Spiegel” sublinhou ainda que os especialistas das Forças Armadas da Alemanha consideram a situação em Portugal “dramática”.

À Lusa, fonte do Ministério da Defesa do executivo alemão, avançou que todas as decisões serão tomas “em estreita cooperação entre os governos dos dois países”.

Questionado sobre a ajuda proveniente da Alemanha, o Ministério da Saúde português realçou à Lusa que “todas as hipóteses estão a ser consideradas no sentido de continuar a assegurar os cuidados de saúde aos portugueses”.

Num quadro de apoio externo, os mecanismos de cooperação europeia são obviamente uma possibilidade, em função da evolução que se vier a verificar”, acrescentou o gabinete da ministra Marta Temido.

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