Em Ovar, foi declarado esta terça-feira o estado de calamidade, anunciaram os ministros da Administração Interna e da Saúde, Eduardo Cabrita e Marta Temido, respetivamente.

Ricardo Mexia, da Associação de Médicos de Saúde Pública, veio esta terça-feira ao programa Covid-19 Consultório analisar o estado de calamidade e o seu significado para a saúde pública.

São medidas impostas e a população de Ovar vai ter de as acatar. Esta solução provavelmente implicará restrições à mobilidade, um pouco em linha daquilo que foi anunciado em relação ao encerramento das fronteiras com Espanha", afirmou, sublinhando que ainda não é claro os efeitos que esta cerca sanitária terá na zona geográfica.

 

Joana Ramos, uma mãe que está em casa com os três filhos após o marido ter sido diagnosticado com o novo coronavírus, também foi convidada a partilhar a sua experiência.

Tivemos que pensar muito rápido. Transformamos um quarto que tinha casa de banho numa zona de isolamento, o pai entrou e já não saiu de lá mais”, explicando que toodos os cuidados passam desde o fornecimento de internet à própria utilização de garrafas de água.

Joana Ramos afirmou ainda que a ajuda de familiares e amigos tem sido essencial para lidar com a alimentação em casa. 

Tem sido, sem dúvida, oferta dos amigos e da comunidade”, diz.

 

Devemos tomar banho e pôr a roupa a lavar quando regressamos a casa? O que fazer com os sapatos? O médico Ricardo Mexia afirma que pode existir uma contaminação das roupas e dos sapatos. No entanto, “devemos proceder sem exageros em relação a essa matéria”, mantendo os cuidados de higiene recomendados.

Os cuidados a ter na utilização de óculos foi outra questão desenvolvida no programa Covid-19 Consultório.

Ricardo Mexia alerta que a população deve recorrer principalmente a uma boa higienização das mãos e que isso, por consequência, torna a utilização dos óculos mais segura.

Tendo esse cuidado, podem limpar os óculos com mais frequência, mas não conheço evidências de que isso poderá ter sido uma via de transmissão”, explica o membro da Associação de Médicos de Saúde Pública

 
Lurdes Baeta