As convenções com o Serviço Nacional de Saúde suspensas por pelo menos 13 unidades de saúde privadas serão retomadas assim que a atividade dessas instituições voltar ao normal, afirmou esta terça-feira o secretário de Estado da Saúde.

O que aconteceu foi que algumas dessas instituições, face ao surto de Covid-19 e à sua colaboração no surto Covid-19, por dificuldades logísticas e por dificuldades de pessoal, acabaram por pedir a suspensão da sua atividade durante este período”, disse António Lacerda Sales durante a conferência de imprensa diária de acompanhamento da pandemia da Covid-19.

O secretário de Estado declarou que, “logo que tenham capacidade para retomar a sua atividade, com certeza serão retomadas também essas convenções”.

Dados revelados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a que a agência Lusa teve acesso, revelam que entre os dias 16 de março e 24 de abril, foram suspensas 13 convenções com o SNS, entre clínicas, hospitais e misericórdias.

A ministra da Saúde afirmou hoje, por sua vez, que “poderá ser útil” que as unidades que suspenderam as convenções com o SNS retomem a atividade.

Se essas entidades tiverem disponibilidade para regressar à atividade, naturalmente que poderá ser útil para respostas mais rápidas, mais de proximidade”, disse Marta Temido aos jornalistas em Matosinhos, distrito do Porto, quando questionada sobre as unidades de saúde que suspenderam as convenções que tinham com o SNS no período de confinamento por causa da Covid-19.

A ministra observou que, “durante o período da fase aguda de combate à pandemia, houve um conjunto de entidades do setor convencionado que suspenderam o atendimento referenciado pelo SNS” e que “o SNS continuou a tratar doentes, porque o SNS não suspende serviços”.

Treze unidades de saúde, entre as quais o Hospital da Cruz Vermelha e o Hospital da Luz, suspenderam as convenções que tinham com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no período de confinamento por causa da Covid-19, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a que a agência Lusa teve acesso, relativos ao período entre 16 de março e 24 de abril.

Portugal contabiliza 1.074 mortos associados à covid-19 em 25.702 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 11 mortos (+1%) e mais 178 casos de infeção (+0,7%).

Das pessoas infetadas, 818 estão hospitalizadas, das quais 134 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.712 para 1.743.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou

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