A diretora-geral da Saúde disse esta sexta-feira que os estabelecimentos de saúde destinados exclusivamente a maternidade devem seguir grávidas que tenham testado positivo à pandemia Covid-19, as quais, nesse caso, devem ser transferidas para hospitais.

Um estabelecimento que seja apenas maternidade, se tiver um caso covid ou suspeito covid que seja transferido para um hospital geral onde há áreas covid e áreas não covid. Portanto, aquelas que são só maternidades seguirão doentes não Covid”, disse Graça Freitas.

A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) defende a existência de maternidades exclusivamente para grávidas Covid-19, conforme noticiou a Rádio Renascença.

Lúcia Leite, presidente da ASPE e enfermeira do bloco de partos de Santa Maria da Feira, considerou que o país tem condições para avançar com essa medida que, segundo diz, defende as mulheres e reduz o risco de propagação da doença na comunidade.

Em resposta a uma questão relacionada com esta posição, Graça Freitas, que falava na conferência de imprensa diária de atualização sobre a pandemia Covid-19 em Portugal, disse que “os planos não são herméticos” e “vão sendo adaptados à realidade”, mas aconselhou a transferência para hospitais.

Portugal regista 657 mortos associados ao novo coronavírus, mais 28 do que na quinta-feira, e 19.022 infetados (mais 181), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Comparando com os dados de quinta-feira, em que se registavam 629 mortos, constatou-se um aumento percentual de 4,5%.

A diretora-geral da Saúde também comentou o número de mortes registadas esta sexta-feira (28), um número que diz ser “fiável”, mas para o qual pede olhar “cuidadoso”.

Este número é certo e confirmado. Perguntamos a praticamente todo o país se isto corresponderia à realidade. É um número fiável. Mas para o qual temos de olhar com cuidado. É um dia Não podemos olhar apenas para um dia. Temos de olhar para uma série temporal, mas este número também é consistente quer para aquele planalto em que estávamos, quer com a tendência de descida do planalto e é consistente com projeções que têm sido feitas por cientistas e pela academia”, referiu Graça Freitas.

A diretora-geral adverte para a necessidade de “esperar mais uns dias” para “ver se esta tendência se mantém”, frisando: “os números têm de ser sempre interpretados com cautela.”.

Sabemos que temos tido um achatamento da curva. Isso é notório ao longo dos dias. Temos tido um planalto com tendência descendente, mas temos de aguardar mais dias para perceber o significado do dia de hoje”, concluiu.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus (1.020), seguido do Porto (1.017 casos), Vila Nova de Gaia (972), Matosinhos (845), Braga (798), Gondomar (797), Maia (714), Valongo (562), Ovar (498), Sintra (463) e Coimbra com 345 casos.

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