A Diretora-Geral da Saúde afirmou esta segunda-feira, em entrevista ao jornal Público, que a periodicidade do boletim diário de avaliação pandémica está a ser estudada.

Questionada sobre se a estratégia da comunicação através de boletins é para manter nos próximos meses, Graça Freitas admite uma reavaliação sobre o conteúdo, que poderá acontecer brevemente. “O foco vai tender a ser na doença propriamente dita e não tanto na infecção.”

“Teremos de alterar a definição de caso. E quando se fazem estas mudanças e se quebram séries temporais, tudo isto tem que ser muito bem pensado”, explica.

Questionada sobre quando se deixará de olhar tanto para o número de infecções nos boletins epidemiológicos diários da DGS, Graça Freitas admite que essa possibilidade poderá estar próxima. “Teremos de alterar a definição de caso. E quando se fazem estas mudanças e se quebram séries temporais, tudo isto tem que ser muito bem pensado”, explica. “O foco vai tender a ser na doença propriamente dita e não tanto na infecção.”

Graça Freitas garante que a DGS “quer aumentar o intervalo” da publicação do boletim, ainda que prometa comunicar ao país eventos inesperados.

“Vamos libertar os portugueses desta carga que é recordar todos os dias quantos casos, quantos internamentos, porque isso também dá um peso à nossa vida.”

Portugal está, nas palavras da DGS, numa fase de “transição epidemiológica” - imposta pelo facto de grande parte da população portuguesa estar imunizada contra o novo coronavírus. “Vamos tender a voltar à nossa vida como era em 2019”.