O Governo anunciou esta quinta-feira que vai reforçar a fiscalização nas esplanadas, para tentar evitar comportamentos que possam aumentar o risco de contágio por covid-19.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna informa que pode estar em causa o encerramento de alguns estabelecimentos, caso não cumpram as regras em vigor para conter a pandemia.

A medida surge na sequência de uma reunião da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, que faz o balanço do processo de desconfinamento, que deu um segundo passo no dia 5 de abril, precisamente com a abertura das esplanadas.

Nesta reunião, por videoconferência, participaram os Secretários de Estado das várias áreas governativas e de coordenação regional, para além dos responsáveis das Forças e Serviços de Segurança (GNR, PSP, SEF e ASAE), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e das Forças Armadas", informa o comunicado.

Nesta reunião foi também debatida a necessidade de maior fiscalização em setores onde têm surgido surtos de covid-19, como é o caso de fábricas, e que tem feito aumentar a incidência em concelhos como Rio Maior e Carregal do Sal.

Durante o encontro foi também reforçado impacto positivo na economia com o segundo passo dado no desconfinamento. Além das esplanadas, voltaram também a reabrir as lojas com menos de 200 metros quadrados.

Para 19 de abril está prevista a abertura dos restaurantes, mas a subida dos indicadores do índice de transmissibilidade e de incidência podem fazer o Governo repensar no processo, sendo que o Executivo já admitiu que podem ser tomadas medidas locais, em vez de nacionais.

Esta notícia surge depois de a associação PRO.VAR, que representa os restaurantes portugueses, ter denunciado que há clientes que não respeitam as normas de segurança impostas, havendo mesmo pessoas que não utilizam máscara.

Outra das regras impostas para o funcionamento destes espaços tem a ver com a lotação.

Esta estrutura faz o acompanhamento e produz informação regular sobre as medidas em vigor no território do continente e no âmbito da pandemia, tendo reunido na quarta-feira pela 24.ª vez desde março de 2020.

António Guimarães