O secretário de Estado da Saúde admitiu esta segunda-feira que é necessário reforçar a testagem à covid-19 na zona de Lisboa, perante um aumento dos casos na capital.

Diogo Serra Lopes diz que o programa de testagem está a funcionar como deveria, e garante que não faltam rastreadores.

O que se vai fazer em Lisboa é reforçar de alguma maneira os mecanismos que já existem, de forma a conseguirmos testar mais gente e irmos um pouco mais longe nos elos de ligação entre pessoas confirmadas com covid-19 ou que tenham estado em contacto com uma pessoa que foi confirmada como covid-19. Sabemos bem da experiência que já acumulámos que cortar a transmissão é absolutamente essencial”, afirmou.

Questionado sobre se o aumento dos casos possa estar relacionado com os festejos do título do Sporting, que juntou milhares de pessoas em Alvalade e no Marquês de Pombal, o secretário de Estado da Saúde diz que é "impossível" dizer que essa foi a causa.

Sobre a subida da incidência em Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente no concelho de Lisboa, Diogo Serra Lopes admite cautelas adicionais para a autarquia, que no último balanço tinha 118 casos por 100 mil habitantes, quando o máximo definido pelo Governo é 120.

É natural que o movimento crie mais contactos, mais movimento. Se for necessário, as regras são claras, e já vimos concelhos moverem-se na direção de mais confinamento ou menos confinamento", explicou.

A região de Lisboa e Vale do Tejo tem registado um aumento considerável do número de casos diários, que estão a ser reportados sobretudo nas faixas etárias mais jovens.

Assim, o Governo admite antecipar a vacinação para esta população, à escala daquilo que foi também feito no Algarve, por exemplo.

Ainda assim, Diogo Serra Lopes fala numa "escada", ainda que tenha dito que, "se fizer sentido", a vacinação pode ser alargada aos maiores de 30 anos antes do previsto.

António Guimarães